quarta-feira, 20 de julho de 2016

Personagens de Gaian - o Reinício - Arffek

Olá a todos. :) Como vão? Maravilhosos? 

A postagem de hoje é para falar sobre uma novidade. Acho que já deu para imaginar pelo título. É isso mesmo, eu vou falar sobre os 8 personagens principais de Gaian - o Reinício, procurando evitar spoilers.

Então vamos ao primeiro. :D E nada melhor do que começar por aquele que traz a força em seus atos e é um dos personagens mais comentados pelas leitoras e leitores de Gaian - o Reinício! Com vocês, Arffek!


Eu vou apresentá-lo, para quem não o conhece. Arffek era um paladino da Ordem Tempus localizada em Eldor, a capital do Reino do Norte. A primeira aparição dele ocorre no prólogo de Gaian - o Reinício (não quero mais dar mais detalhes para não estragar a surpresa de quem não leu o prólogo e o livro Gaian - o Reinício. Você quer conhecer os kits de Gaian? Clique aqui.). Arffek então reaparece em determinado capítulo totalmente diferente, agora como guerreiro sagrado e o mais poderoso deles. O desenho acima representa o novo Arffek. A arte maravilhosa foi feita pelo Frank William. O mano Frank, como eu gosto de chamá-lo, além do desenho do Arffek, fez os nove desenhos introdutórios dos capítulos de Gaian - o Reinício e os desenhos dos personagens Thane, Brisrar, Ulthigar e Krone - todos presentes no livro. Se você quer conhecer mais o trabalho deste incrível desenhista, clique aqui.

Agora portador de Austral - a Vingadora dos Céus, a última relíquia conhecida de Gaian (a imagem abaixo), Arffek está muito mais impiedoso e a misericórdia abandonou seu coração. Muitos foram e serão os caminhos trilhados por ele durante a Grande Terceira Guerra de Gaian e muitos inimigos irão estremecer ao encontrarem Arffek e a resplandecente e bela Austral.


Contudo, Arffek nem sempre foi assim. Antes da Grande Guerra, a paz reinava em seu coração, pois o amor era o seu ideal maior, um porto seguro chamado Erion - sua esposa e maior paladina da Ordem Tempus. Os anos de felicidade dos dois foram muitos e o amor deles, belo e forte. Há um conto que retrata esse período tão belo do casal. Ele está participando do Projeto Todo Dia Um Conto no Blog do Jander Gomez. Para lê-lo clique aqui. Outro detalhe interessante é que o poderoso Arffek tem sua versão Pop Funko. Ela foi feita pela talentosa e simpática Hidaru Mei e você pode vê-la abaixo. Para conhecer o trabalho da Hidaru, clique aqui.



Chegamos ao final da postagem sobre o Arffek. O mais poderoso e temerário guerreiro sagrado espera por vocês em Gaian - o Reinício e deixo com vocês um trecho com ele em Gaian - Luz e Escuridão, o livro que dará continuidade a história de Arffek e muitos outros personagens. Ótima leitura! Grandes aventuras esperam por vocês! Sejam bem-vindas e bem-vindos à Saga do Infinito!

(Spoiler Zone)
A escolha do guerreiro

“Diante dos desafios, grandes ou pequenos, não deveríamos nos esquecer dos alicerces que sustentam o nosso caráter.”


Dois amanheceres. Era o que faltava para o nono mês alcançar sua quinzena. Naquele instante o dia estava em seu mediato momento. O sol já havia alcançado seu ápice e o céu estava repleto de nuvens pouco densas. A temperatura estava elevada e o vento vindo do leste pouco contribuía para apaziguá-la, pois era constante, mas fraco.

Esses detalhes, no entanto, passaram despercebidos, pois o instante era governado pela tensão. No solo uma coluna de fogo, extensa e larga, crepitava altas e alaranjadas labaredas. No meio das chamas, vários corpos gritavam. Eles se contorciam e, em seguida, desfaleceram agonicamente. Através da forte cor, podiam ser vistos muitos vultos de formas avantajadas. Eram 107 lobisomens em suas formas incompletas – corpo e musculatura um pouco maiores, focinho curto e presença de pêlos nas costas, antebraços e coxas –, mas ainda mortais devido à força e à agilidade proporcionadas pela transformação.

Do outro lado da muralha de fogo, distante, encontrava-se um grupo de guerreiros do exército do Reino do Leste. Vários deles tinham escoriações, arranhões, manchas de sangue. Outros, gravemente feridos, eram amparados por seus irmãos de armas. Porém, o que determinava aqueles homens guerreiros de vontade destemida eram seus olhares de surpresa, alívio e esperança, pois o que viam representava a salvação, o alento e a força.

Anterior ao grupo de guerreiros estava Tkror, o dragão negro, sentado sobre as patas traseiras. Seus olhos de bordas brancas e pupilas negras visavam quem estava à frente: seu mestre e senhor, o guerreiro sagrado Arffek, de postura ereta e imóvel, usando sua armadura e portando em sua mão direita a espada sagrada que, outrora, estivera cravada no Grande Salão em Eldor. Austral, a Vingadora dos Céus.

O momento tinha um ar pesado. Os lobisomens estavam claramente furiosos e agitados, pois o ataque sofrido foi encarado como um insulto. Contudo, eles não desconfiavam que estavam diante do maior e pior inimigo que poderiam enfrentar. Um jovem guerreiro, detentor, agora, de um olhar instigador, de um coração frio como os dias no inverno de seu antigo lar e de uma alma que clamava silenciosamente por ação desmedida, brutalidade, humilhação e morte.

Ingredientes oferecidos por dez incautos que transformaram a raiva e o rancor em uma ofensiva intempestiva que tinha como objetivo vingar seus aliados mortos em meio às chamas. Rapidamente, eles saltaram o obstáculo de fogo, já menor em comparação ao seu estado inicial, e rumaram sobre as quatro patas com velocidade em direção ao adversário. O restante do grupo tão somente observava a ação de seus aliados, tamanha era a confiança no sucesso deles.

Arffek apenas visava a cena. Suas sobrancelhas arqueadas e sua expressão fechada revelavam a centelha da fúria que acabara de brilhar em sua alma. Um sentimento prestes a explodir em seu interior.

       Então o combate começou. O primeiro e mais avançado lobisomem, totalmente desconhecedor de seu inimigo, saltou em direção a Arffek com o intuito de agarrá-lo e levá-lo ao chão. Contudo, Arffek somente esquivou levemente para o lado esquerdo e aplicou um potente golpe vertical de baixo para cima com sua espada. A lâmina de Austral partiu o braço direito do inimigo e atravessou o crânio do despreparado adversário. Esse foi o primeiro de muitos atos cruéis. 

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