domingo, 24 de julho de 2016

Personagens - Maya

Olá, amigas e amigos! Bom dia! Vamos começar uma super e linda novidade? :D Eu apresento para vocês o desenho completo da super vilã de Gaian - Luz e Escuridão em uma arte primorosa de Ton Lima.

Com vocês, Maya!


O capítulo no qual ela é revelada já está pronto e vocês podem ver um trecho dele abaixo. E como eu posso defini-la? Misteriosa, ardilosa e extremamente poderosa. Mais do que Arffek e Thane. Isso mesmo!
Os guerreiros sagrados irão encontrar uma adversária terrível!

Venham conhecer o fantástico mundo de Gaian!

Sejam bem-vindos e bem-vindas à Saga do Infinito!

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"O ambiente estava abafado. O calor permeou a pele e os sentidos, antes adormecidos, pouco a pouco regressavam ao embalo de uma leve e crescente angústia. A luz do ambiente era fraca e a tontura repentina tornou a tentativa de compreender ainda mais difícil. De repente, a brisa súbita trouxe um odor forte de sangue apodrecido. Uma contração forte percorreu o peito, seguida por movimento brusco. Uma tentativa inútil de deter o vômito violento de biles e água. A dor percorreu o corpo de maneira cruel. A pele se arrepiou e um suspiro profundo percorreu o ar.

Fairyn ergueu seu olhar com dificuldade. Sua língua tocou os lábios rachados e a sede, bem como a fome, surgiram poderosas e incômodas. Sua cabeça se moveu vagarosa e com pesar. Ele tentou se erguer, mas uma dor lancinante percorreu todos os músculos do seu corpo. Um novo suspiro de lamento escapou de sua boca acompanhado de uma expressão de angústia. Ele olhou com esforço e viu as amarras que prendiam as suas mãos e seus pés ao assoalho de madeira levemente inclinado. Fairyn tentou mover um dos braços, mas o cansaço surgiu maior do que a sua vontade. De repente, ele se concentrou. Era a última tentativa. Em seus olhos surgiu uma parca luz prateada. Ela foi percorrendo as veias de seus braços, mas de repente desapareceram e, dos seus olhos, o brilho se extinguiu. Havia pouca energia. Fairyn se concentrou novamente e mais uma vez a luz, agora mais fraca, tingiu os seus olhos azuis. Uma leve centelha foi percorrendo as veias do seu braço direito até se converter um tímido ponto de luz no centro de sua mão. Ele olhou para a sua mão direita e a energia foi envolvendo a amarra até formar uma fina e translúcida camada. De repente a matéria da amarra vibrou sutil e pequeninos trechos começaram se mover. Sua feição, os músculos de seu braço e a sua mão denotavam o esforço extremo de sua alma. O pior, contudo, não demorou a se revelar. A energia que envolvia a amarra se esvaiu no ar. O lamento alcançou o espírito de Fairyn e suas lágrimas levaram a energia que brilhava em seus olhos. A esperança havia sido abandonada.

O rei de Fayrnor ouviu uma risada fraca e seu olhar extenuado foi em busca de quem a originara. Ele viu um corpo sair de um canto escuro do local e se mover lentamente em meio à penumbra. A silhueta tênue e curvilínea revelou uma mulher de caminhar vagaroso e leve que tinha uma espada presa na cintura. Era a sua adversária. Era quem lhe poupara a vida, mas o manteve preso. Quando ficou mais próxima, Fairyn viu no rosto dela um largo e sarcástico sorriso entremeado por madeixas de seu cabelo negro. A misteriosa mulher tocou o ombro direito de Fairyn. Sua mão percorreu todo o braço dele até chegar na mão, abandonando-a em seguida. O medo nasceu forte na alma do rei, mas ele conseguiu ocultá-lo. Sua respiração, no entanto, deixou transparecer a tensão que o alcançara.

– Por que você faz isso? – a pergunta de Fairyn saiu em meio à voz fraca.

Um leve espanto se revelou no rosto da mulher. Não houve a resposta. Fairyn só pôde ouvir os passos sutis de sua adversária que desapareceu de seu campo de visão.

– Por que eu faço isso? – uma voz doce irrompeu o silêncio – Porque eu preciso de você...

A expressão de Fairyn revelou seu espanto e, depois, sua raiva.

– Para quê? – a voz do rei saiu forte.

De repente, a mulher misteriosa surgiu do lado esquerdo de Fairyn. Ela observava atentamente o rei que a encarou.

– Ah, os elfos são uma raça tão interessante. Seu corpo é sutil, mas têm um processo de regeneração fantástico.

– Quem é você? – a pergunta saiu poderosa. A dor dos músculos de Fairyn aos poucos desaparecia.

A mulher parou, mas continuou encarando o rei. Seus olhos cor de jade se fixaram nos olhos azuis de seu prisioneiro. Ela se aproximou devagar até seus lábios ficarem colados na orelha direita do rei.

            – Eu sou Maya."


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